No ar, um clima de festa. As pessoas pelas ruas distribuem sorrisos e trocam cumprimentos. Sente-se a expectativa de algo grandioso que está por acontecer.
Hoje é o primeiro dia da FLIP, o Festival Literário Internacional da Paraty, do qual falo um pouco mais no post anterior. E a cidade inteira se preparou para receber todos os autores e personalidades nacionais e internacionais, bem como todos os demais visitantes que lotaram hotéis, pousadas e até casas particulares.
Na galeria, desde ontem, recebo muitas pessoas interessantíssimas que, se não compram um quadro, têm um comentário culto e inteligente sobre os mesmos ou sobre arte em geral.
Ontem trabalhei dobrado e, pelo que estou vendo, continuarei nesse pique até domingo. Talvez não possa curtir todos os eventos, todas as palestras, mas de qualquer forma, conversar com pessoas interessantes sempre vale a pena. Sem contar que, normalmente, os autores e as personalidades acabam dando uma passadinha por aquí, que, modéstia à parte, é uma das melhores galerias de arte da cidade.
Se alguém quiser conhecer os últimos trabalhos dele, inclusive os que estão participando de uma exposição na Galeria Traza Arte, em Buenos Aires, acessem nosso blog: http://aecio-sarti.blogspot.com
E estou aguardando ansiosamente o momento de conhecer pessoalmente a minha amiga Dora e seu marido Luís. E na expectativa de conhecer algumas outras pessoas que participam da blogosfera. Por todos esses motivos, sei que não terei condições de visitar todos os amigos. Mas a partir da próxima segunda-feira, voltarei a colocar em dia minhas visitas e comentáros.
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Escrito por ozeca às 10h58
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ALGUMA COISA SOBRE A FLIP
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Existem alguns festivais literários em torno do mundo, como os de Berlim, Edimburgo, Toronto, e outros. Desde 2003, a cidade de Paraty foi incluída nesse roteiro cultural, com a realização do 1º Festival Literário Internacional de Paraty. Contando com autores conhecidos e respeitados internacionalmente, como Eric Hobsbawn, Julian Barnes, Hanif Kureishi, Don De Lillo, além de personalidades do primeiro time cultural brasileiro, a primeira FLIP ficou conhecida pelo padrão de excelência.
O êxito dessa primeira edição, facilitou a aceitação de convites por outros grandes nomes da literatura mundial, como Salman Rushdie, Ian McEwan, Martin Amis, Margaret Atwood, Paul Auster, Anthony Bourdain, Jonathan Coe, Jeffrey Eugenides, David Grossman, Lidia Jorge, Pierre Michon, Rosa Montero, Michael Ondaatje, Orhan Pamuk, Colm Toíbín, Enrique Vila-Matas, Jeanette Winterson, J. M. Coetzee e Marcello Fois.
Entre os mais talentosos autores brasileiros, já estiveram na FLIP personalidades como Ariano Suassuna, Ana Maria Machado, Milton Hatoum, Millôr Fernandes, Ruy Castro, Ferreira Gullar, Luis Fernando Verissimo, Zuenir Ventura, Barbara Heliodora, Ruy Castro e Lygia Fagundes Telles, além de ícones da cultura brasileira como Chico Buarque e Caetano Veloso.
Todos os anos uma personalidade das letras brasileiras é homenageada na FLIP. Na primeira, em 2003, foi homenageado o poeta e compositor Vinicius de Moraes. No ano seguinte, o homenageado foi o autor João Guimarães Rosa e em 2005 foi a vez de Clarice Lispector. Em 2006, o homenageado foi Jorge Amado, em 2007, o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues e, neste ano, o ano do centenário da morte de Machado de Assis, o homenageado é o escritor carioca, um dos mais importantes escritores nacionais.
A 6ª edição da FLIP, acontecerá de 02 a 06 de julho próximo,
Os shows de abertura, já valeriam uma visita a Paraty. Já se apresentaram Chico Buarque, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mônica Salmaso, Adriana Calcanhoto e José Miguel Wisnik, a Orquestra Imperial e Maria Bethânia.
A programação principal acontece na Tenda dos Autores e é transmitida ao vivo na Tenda do Telão. Vários outros eventos ocorrem simultaneamente em diversos locais. A Oficina Literária, destinada a jovens aspirantes a escritor e realizada por grandes autores brasileiros e internacionais.
Há também uma programação exclusiva para as crianças – a FLIPINHA –, em que jovens estudantes de Paraty apresentam o resultado de seus trabalhos inspirados no universo literário e participam de palestras com autores convidados.
O sucesso da Festa também estimulou o desenvolvimento de uma programação de leituras, shows, concursos literários e lançamentos de livros, batizada de Off-FLIP.
Paraty é uma cidade litorânea da baia da Ilha Grande e rodeada por grandes faixas ainda intactas de mata atlântica. Localizada a aproximadamente quatro horas de carro do Rio de Janeiro e de São Paulo, esse antigo porto, de onde se enviava a maior parte do ouro do Brasil ao Velho Mundo, é uma cidade histórica que atrai muitos eventos culturais. Poucos locais poderiam ser mais agradáveis para sediar a FLIP que esta charmosa cidade. Suas ruas de pedra propiciam encontros casuais proveitosos, enquanto restaurantes e bares convidam a um bate-papo descontraído. As pousadas e os serviços oferecem excelente padrão de qualidade.

Este selo eu ganhei da Keila, a Loba, a quem agradeço pela amizade e carinho ao longo destes anos na blogosfera.
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Escrito por ozeca às 19h54
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Continuação...
Miriam e Roberto – 4ª parte
(ou o filho desconhecido)
E Zorba esqueceu mesmo! Seu amigo Jabur não se conformou com a solução e avisou-o que, um dia, poderia arrepender-se dela. Mas ele não concordava e continuou seguindo seus caminhos como se nada houvesse acontecido. Meses mais tarde, foi informado pelo próprio Jabur, que Miriam teve um menino e que ele recebera o nome de Roberto. Sairam uma tarde, de carro, e passaram perto da casa onde Miriam morava, mas não viram ninguém e tudo seguiu como sempre. Algum tempo depois, soube que a família havia se mudado e que os vizinhos não sabiam para onde. Zorba e Jabur foram até o bairro, perguntaram pela vizinhança, mas o pastor não deu o novo endereço para ninguém. Nessa ocasião confirmaram o nascimento do filho do pastor e até mesmo o nome dado a ele. E só.
Nunca mais se soube nada daquela família!
Zorba e sua turma tiveram uma linda festa de formatura do ginásio. Ele resolveu cursar o Clássico, pois queria ser advogado. Acabou fazendo também o Curso Normal, sem concluí-lo. Mas nunca mais pensou em Miriam ou em Roberto. Deixou de ser Zorba, teve vários apelidos e outras namoradas, acabou fazendo faculdade de economia e pós graduação em administração de empresas. Casou, descasou e nunca mais teve outro filho. Pelo menos é assim que ele pensa.
Depois de formado, passou a ser Carlos. Do Zorba, manteve a alegria e a simpatia. Continuou sendo popular e querido, o que originou muitas brigas por ciúmes e atrapalhou vários relacionamentos. Mas ele nunca quis deixar de ter esse espírito comunicativo e foi seguindo seus caminhos.
Carlos construiu uma bem sucedida carreira de executivo em um grupo multinacional. Quando estava com trinta e poucos anos, abriu um processo de seleção para dois assistentes que entrariam como estagiários. Apareceram vários candidatos e ele começou a avaliar as fichas que o setor de recursos humanos selecionava. Um dos candidatos se chamava Roberto e tinha a idade certa para ser o filho que ele não conhecia. Nervoso pela primeira vez em tantos anos, marcou uma entrevista com o rapaz. Durante a entrevista procurou descobrir mais sobre as origens do rapaz, seus pais e onde morava. Acabou concluindo que não era possível que fosse a mesma pessoa, mas a partir daí a semente da dúvida já se instalara em seu coração. O passado retornava com suas cobranças e seus fantasmas. E o rapaz, por via das dúvidas, não foi contratado.
Carlos passou um período em que essa história lhe fazia mal. Teve vontade de procurar, mas acabou imaginando que, se tudo houvesse sido feito conforme o pastor havia delineado, o seu filho não teria a menor idéia do seu passado verdadeiro e nem poderia imaginar que era filho da própria irmã. Valeria a pena escarafunchar esse assunto, trazer essa verdade à tona e, talvez, prejudicar a vida do rapaz? Será que Roberto teria condições psicológicas para saber a verdade e enfrentá-la, depois de tantos anos? Não seria melhor deixar tudo como estava e, se um dia, por vontade da própria vida, surgisse a oportunidade, então veria o que fazer? Carlos chegou a fazer terapia para discutir esse assunto e, com a terapeuta, acabou achando melhor deixar tudo como estava, pois tudo havia acontecido há tantos anos que talvez agora acabasse se transformando num problema muito maior do que na própria época daquela gravidez não planejada.
E assim, novamente, Carlos deixou sua vida seguir seu curso. Aliás, mudou de vida, trocando a carreira de executivo pela vida de comerciante. Trocando a vida na louca São Paulo pela tranqüilidade de Paraty. E assim acabou deixando também de ser Carlos e se tornou apenas Zeca. Que convive até hoje com essa história mal resolvida. Mas que ainda não tem a menor idéia de qual seria a melhor solução.
e a continuação desta história é feita pela própria vida dos envolvidos...
Escrito por ozeca às 18h54
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Continuação...
Miriam e Roberto – 3ª parte
(ou o filho desconhecido)
Miriam chegou mais segura e sem os olhos inchados pelo choro. Estava até um pouco menos nervosa. Contou para Zorba que, na noite anterior, os pais a apertaram até que, desesperada, havia contado toda a verdade. Sem nenhuma mentira. Houve o sermão habitual, o choro da mãe e o desapontamento do pai, alguma discussão sobre o que se poderia fazer, até que o pai, colocando um fim naquele outro labirinto em que estava se transformando o assunto, pediu-lhe que convidasse Zorba para uma visita e uma conversa.
Zorba era ainda um garoto, mas era responsável e corajoso e nunca havia fugido às suas responsabilidades. Não seria agora que o faria pela primeira vez. Assim, foi com Miriam até sua casa, para ter logo essa conversa com o pai dela, disposto a tudo, até mesmo a casar-se com a garota. Claro que no seu interior, um enorme medo do desconhecido queimava como uma fogueira desgovernada. Mas seus pés o levaram e seu coração descompassado se preparou para o que desse e viesse.
O pastor recebeu-o com simpatia e pediu à filha que os deixasse a sós. E foi direto ao assunto. Disse ao Zorba que sua filha, cinco anos mais velha, era maior de idade e já havia tido experiências sexuais antes de conhecer o garoto. Disse também que ela mesma havia dito que não pensava em casar-se com Zorba, pois o que sentia por ele não era tão forte. Disse também que sua família, evangélica, nem ao menos podia pensar na possibilidade da realização de um aborto. Logo, a moça levaria adiante a gravidez e a criança nasceria. Zorba ouvia tudo isso assustado com o que estava por vir, mas não fraquejou. E nesse ponto, o pastor entrou com a sua proposta ao rapaz.
Ele disse imaginar que, até aquele momento, o garoto não houvesse conversado com seus pais. Quando Zorba assentiu, ele disse que era melhor assim, pois quanto menos pessoas soubessem da história, melhor seria para resolvê-la a contento para todos. Então, sua proposta era a seguinte: a filha teria a criança, que seria registrada como filha do pastor e sua mulher, portanto, como irmã da mãe. Eles cuidariam de tudo e Zorba só deveria ficar calado, manter tudo aquilo em segredo e nunca mais procurar Miriam e muito menos saber noticias dessa criança. A criança nunca saberia que seus pais eram outras pessoas e cresceria perto dela, que cuidaria do filho como de um irmão mais novo.
Tudo aquilo estava deixando Zorba zonzo e sem saber o que dizer. Por um lado, sabia que era responsável por aquela criança, mas por outro, a solução oferecida pelo pastor punha um fim em todas as angústias que o consumiam naqueles dias. Ninguém ficaria sabendo de nada, ele procuraria fazer de conta que tudo aquilo não passara de um pesadelo e continuaria tocando sua vida como sempre, com alegria e rodeado de amigos e namoradas. Não precisaria parar de estudar, nem de trabalhar para sustentar uma família e tudo estaria resolvido, sem danos para nenhum deles.
Pelo menos era essa a visão que o egoísmo próprio dos jovens lhe permitia ter do assunto. Era a prepotência de um garoto classe média, que não queria privar-se de sua vida confortável e sem problemas, que não lhe permitia visualizar o futuro. Fácil assim: essa criança seria apenas um sonho mau que ficaria esquecido no passado e nada mais importaria. E Miriam? Ora, ela veria a criança crescer e poderia até cuidar dela. Como irmã, claro! Mas que importância tinha isso? Um dia ela poderia encontrar um marido e até mesmo poderia ter outros filhos com ele. Afinal, essa fora a solução encontrada pelo próprio pai dela! Ele deveria saber o que estava fazendo!
Quando se despediu do pastor, sentindo-se aliviado, nem pensou em despedir-se de Miriam que nunca mais viu. Ela não voltou ao Curso Normal.
Continua...
Escrito por ozeca às 12h01
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Continuação...
Miriam e Roberto – 2ª parte
(ou o filho desconhecido)
Zorba tinha caprichado naquele dia. Depois do banho, havia passado um desodorante novo e estava estreando uma zorba nova (cuecas da Hering, de onde se originou o apelido do garoto, por ter sido o primeiro em sua turma a usar aquelas cuecas). Ele estava com mais dinheiro e pretendia convidar Miriam para se deliciarem com uma banana split numa lanchonete.
O encontro dos dois, com ela tristonha e evasiva havia cortado as expectativas dele. Aquela explosão de choro e a confissão trágica, haviam arrancado o chão de sob seus pés. Ele estava atônito, sem saber o que pensar e muito menos o que fazer. Na verdade, nem entendia muito bem tudo o que aquele desabafo implicava. Mas sabia que alguma coisa gravíssima estava mudando de vez os rumos das suas vidas e que ambos precisariam mergulhar no mundo adulto e tomar decisões. Conversaram longamente a respeito do assunto e, sem resolver nada, se despediram, marcando novo encontro para o dia seguinte.
Zorba voltou para casa arrasado. Aquela foi, talvez, a primeira noite em que ele travaria conhecimento com a insônia. Somente na segunda feira ele conseguiu encontrar-se com seu melhor amigo, o Jabur, para desabafar e aconselhar-se. Jabur e ele tinham a mesma idade e ambos eram bastante namoradores, julgando-se conhecedores de tudo sobre as mulheres. Seu amigo também se mostrou atrapalhado com a confissão e, sem saber muito bem o que aconselhar, disse que seu irmão mais velho já havia passado por um problema parecido e tudo havia sido decidido com um aborto. Ele iria perguntar ao irmão e depois decidiriam o que fazer.
À tarde, Zorba encontrou-se novamente com Miriam e conversaram bastante sobre as possibilidades que existiam. Casarem-se era impensável, pois ele era menor de idade, estava terminando o curso ginasial e não teria condições de sustentar uma família. Ela, por sua vez, ainda cursava o Normal e não trabalhava. Sua família, por outro lado, não concordaria com a opção do aborto, pois o pai era pastor de uma igreja protestante e nem imaginava que a filha já havia tido experiências sexuais com o ex noivo. Com um menino de dezesseis anos, de outra religião, seria inaceitável.
A conversa entre os dois girava em círculos, formando um labirinto que os deixava cada vez mais perdidos e sem saber por onde começar a resolver aquele problema. Miriam chorava muito e, em vários momentos, mostrou-se enraivecida, jogando para o garoto toda a responsabilidade sobre aquela gravidez. Na verdade, não vislumbravam nenhuma solução para o problema. Sentiam-se perdidos e solitários. Após algumas horas de martírio, resolveram aguardar a conversa de Zorba com o irmão de Jabur e se separaram sem ao menos se despedirem.
À noite, Jabur chegou ao colégio ansioso para contar ao amigo o que havia conversado com o irmão. Ele havia conseguido um médico, que não cobrava muito caro e já havia realizado alguns abortos em moças conhecidas, todas muito bem e sem seqüelas. A namorada do rapaz foi atendida por esse médico, não teve grandes problemas, apenas precisou dormir uma noite na casa de uma amiga e inventar uma desculpa para os pais, pois durante mais ou menos uma semana não passou muito bem e tinha dores e tonturas. Mas depois, tudo voltara ao normal e os dois continuaram o namoro, apenas tomando cuidado para evitar outra gravidez. Nenhum dos pais chegou a saber de nada.
Se Zorba quisesse, ele o apresentaria ao médico e até poderia acompanhá-los, para dar uma força.
No dia seguinte, Zorba foi encontrar-se com Miriam para discutirem essa possibilidade. Mas não foi o que aconteceu...
Continua...
Escrito por ozeca às 19h08
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Miriam e Roberto – 1ª parte
(ou o filho desconhecido)
Depois de um noivado frustrado, Miriam não via grandes horizontes para sua vida. Naquele tempo, uma mulher que não fosse mais virgem podia perder a esperança de um bom casamento e seu ex noivo, depois de tê-la seduzido, desaparecera, deixando com ela apenas as lembranças dos bons momentos que viveram juntos e um travo amargo na boca, por saber que dificilmente encontraria um homem que a amasse, respeitasse e com ela quisesse casar-se. Aos vinte e um anos já se considerava velha e desprovida de sonhos. Sua religião, que exigia cabelos e vestidos compridos, favorecia a imagem que ela passava para o mundo. Aos vinte e um, aparentava quarenta.
Por insistência do pai, voltou a estudar. Matriculou-se no Curso Normal e, dalí a três anos, iria exercer a função de professora primária, ensinando crianças.
Zorba era um garoto alegre e comunicativo, bastante popular no colégio e responsável pelo grupo da comissão de formatura. Ele estava terminando o ginasial e, como líder entre os alunos, visitava outras turmas, dando avisos e fazendo propaganda das festas e encontros. Com seus dezesseis anos, conservava ainda um pouco da pureza infantil, mas já possuía experiência com as meninas, por ser um grande namorador.
Miriam nunca soube explicar, mas quando viu Zorba na frente de sua sala de aula, avisando sobre a próxima festa, sentiu imediatamente vontade de aproximar-se dele e, dalí para a frente, vivia aguardando o momento de revê-lo. Passou a enrolar a saia na cintura para que ficasse mais curta e enrolava alguns fios de cabelo com saliva, soltando os pseudo cachinhos ao lado das orelhas e sobre a testa, para que seu rabo de cavalo sem graça ficasse um pouco mais sexy. Também comprou um batom vermelho para colorir seus lábios.
Como o garoto era um pouco experiente, logo percebeu os olhares daquela moça para ele e, em pouco tempo, já trocavam algumas palavras. Até que ele a convidou para ir ao cinema, num domingo à tarde. Encontraram-se algumas vezes, sempre nas tardes de domingo, até que um dia, convidou-a para ir à sua casa durante a semana. Nesse dia ele estaria sozinho em casa, pois seus pais trabalhavam fora e seu irmão havia saído com sua avó. Em pouco tempo estavam os dois na cama, consumindo-se em paixão. Ele, com seus hormônios em ebulição, trouxe à tona todos os calores e humores dela, em explosões de tesão e de desejos reprimidos. Eles se encontraram assim, algumas vezes. No colégio, algumas normalistas já comentavam. Algumas por inveja, pois adorariam estar seduzindo aquele garoto jeitoso e simpático. Outras, por falso pudor, pois na época era impensável um namoro entre uma mulher e um menino, com cinco anos de diferença entre os dois. O fato é que os dois não estavam nem aí para os outros e curtiram tudo o que lhes foi permitido naquele curto período, até que...
... ela apareceu estranha numa tarde de domingo. Suas palavras eram vagas e seu olhar revelava uma tristeza que ele não estava acostumado a ver. Depois de uma tentativa de conversa extremamente difícil, ela explodiu em lágrimas e contou que estava esperando um filho.
Continua...
Escrito por ozeca às 16h10
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AINDA SOBRE AS OITO COISAS...
Depois de mais de cinco anos no mundo dos blogs, e com mais uns dois na antiqüíssima época do Superencontros, onde mantinha um Diário, ainda me espanto com a repercussão imediata que algumas publicações nossas causam.
Quando lancei a campanha “Envie um Postal para mim”, recebi dezenas de e-mails de pessoas que curtiram a idéia e se propuseram enviar-me postais. Respondi todos os e-mails recebidos, menos um que, inexplicavelmente foi parar na pasta “rascunhos”. Para os que me informaram seus endereços enviei postal daqui e... fiquei aguardando os postais que, até hoje, não recebi todos. De uns setenta, acho que nem vinte cumpriram o prometido. Dessas poucas pessoas que me enviaram postais, três ou quatro enviaram mais de um e até livros eu ganhei. Não vou mencionar nomes para os agradecimentos, pois este texto é também um puxãozinho de orelhas nos outros. Quem sabe depois deste “desabafo” eu ainda receba alguns postais... risos.
Agora foi a vez das oito coisas que eu gostaria de fazer antes de embarcar em minha última viagem. Os comentários têm sido bastante interessantes, todos muito positivos e atenciosos. Mas o meu espanto vem dos vários e-mails que tenho recebido a respeito de um dos meus desejos: aquele onde falo sobre o filho desconhecido. Tenho recebido mensagens maravilhosas, de pessoas que se comoveram com a história sugerida pelo que eu disse e que me enviam solidariedade, compreensão e carinho. E todas são extremamente cuidadosas com o assunto, tocando-o de forma bastante delicada, talvez com o intuito de não me machucar ou de não invadir meus espaços.
AGRADEÇO do fundo do coração essas demonstrações de atenção, de carinho e de solidariedade.
AGRADEÇO todos os comentários feitos no próprio blog e todos os e-mails recebidos.
E a todos eu digo que vou escrever sobre o assunto, pois é uma forma excelente de espantar fantasmas do passado e resgatar partes de uma história que eu mesmo tenho mantido escondida nos cantos mais escuros de mim mesmo. É uma espécie de satisfação a essas pessoas que se mostraram tão delicadas comigo e com meus desejos de rever assuntos mal resolvidos do passado. E também de repensar uma fase obscura da minha própria vida. Quem sabe esse texto venha a ser o início da realização desse desejo?
Deixo a todos o meu agradecimento e a minha satisfação em tê-los como leitores e amigos.
Deixo também abraços e beijos para serem apanhados conforme sua preferência.
Escrito por ozeca às 21h52
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OITO COISAS QUE QUERO FAZER ANTES DE PARTIR
São tempos de listas na blogosfera. As mais diferentes, algumas engraçadas, outras interessantes. Todas trazem mais informações sobre o blogueiro, apresentando algumas particularidades suas ainda não conhecidas dos demais.
A Sissi me convidou e, dias depois, o Marco também. Demorei um pouco para aderir por estar meio atrapalhado mesmo. E por ter passado na frente, o apelo feito pelo DO, em favor do Felipe. Aliás, se alguém ainda não conhece a história do Felipe, dê uma lida e, se puder, faça algo. Nem que seja divulgação.
Agora, vamos lá:
Existem algumas regras:
1º - A pessoa selecionada deve fazer uma lista com as oito coisas que gostaria de fazer antes de (segundo o Marco) bater a caçoleta;
2º - É necessário que se faça uma postagem relacionando estas oito coisas, não importando o que seja. E que sejam explicadas as regras do jogo;
3º - Ao final, devemos convidar oito parceiros de blogs amigos;
4º Deixar um comentário no blog de quem nos convidou e nos nossos convidados, para que saibam da intimação.
Confesso que não foi muito fácil para mim responder estas oito coisas. Em todo caso, elas são:
1. Viajar novamente ao “Umbigo do Mundo”. Rever e curtir a linda cidade de Cuzco, a cidade imperial do império inca, no Peru.
2. Conhecer as regiões norte e nordeste brasileiras. Sei que é uma vergonha e me penitencio por isso. Mas, antes de “esticar as canelas”, conserto esse defeito em meu currículo.
3. Reencontrar algumas pessoas perdidas pelo tempo. É isso mesmo! Com a passagem do tempo, permiti que algumas pessoas sumissem da minha vida e um dos meus grandes desejos é reencontrá-las.
4. Consertar duas ou três coisas não muito bem resolvidas em minha vida. São coisas importantes para mim e que, examinando à distância, percebo que poderiam ter sido resolvidas de outras maneiras.
5. Rever a história do “filho desconhecido”. Algumas pessoas já conhecem essa história. Quando eu tinha 17 anos, gerei um filho e o avô materno da criança resolveu registrá-la como filha legítima (irmã da mãe) e nós, ainda adolescentes, aceitamos como se fosse a melhor das soluções. Questiono muito isso e, se pudesse, certamente faria diferente.
6. Escrever e publicar um romance. Não tenho pretensões literárias, não sonho em transformar-me num escritor; mas adoraria escrever e publicar um romance. Tenho os planos prontos. Falta colocar em ação, escrevendo-o. A publicação é briga para depois.
7. Comprar uma nova casa, mais adequada ao meu momento atual. Gosto da minha casa, mas confesso que gostaria ainda mais se ela fosse um pouco menor. Mais adequada ao meu “tamanho” de solteiro.
8. Refazer, consertar e dar outros rumos a alguns vínculos que já não têm mais razão de ser. Um desses vínculos, com seu “sub-vínculo”, está relacionado à minha casa atual.
Feita a minha lista, deveria agora relacionar oito amigos blogueiros para participarem desta brincadeira. Entretanto, tenho visto esta mesma lista em tantos blogues, que já nem sei mais para quem oferecer. Assim, deixo aqui o CONVITE aos que quiserem, que embarquem nesta viagem, como meus convidados. E boa sorte.
Escrito por ozeca às 16h47
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AMIGOS
na última 3ª feira, dia 20 de maio, o DO, do Ramsés Séc.XXI, lançou um apêlo em benefício de um amigo blogueiro, que julguei conveniente divulgar também aquí. Se alguém puder fazer algo, mesmo que seja apenas divulgar, faça, pois o assunto é sério e a causa é mais do que justa, além de urgente. Abaixo, o texto escrito pelo próprio DO:
FORTE APÊLO
Meus amigos,
Não comentei aqui antes por se tratar de um drama pessoal de um amigo blogueiro. O extinto HYNKEL foi dos primeiros blogs que conheci e que se manteve na ativa por muitos anos. Infelizmente,meses atrás,o FELIPPE descobriu estar muito doente e resolveu fechar o blog,mas criou outro,o CER HUMANO onde passou a descrever tudo que acontecia com ele e sua doença.
Atualmente os médicos diagnosticaram que ele desenvolveu leucemia mieloide aguda e precisa URGENTEMENTE de um transplante de medula.
Peço aos amigos que, não só divulguem ,mas que,quem puder,faça o teste de compatibilidade.
Maiores informações no blog do FELIPPE,o CER HUMANO .
E no dia 25 de maio, não esqueça:

Escrito por ozeca às 14h49
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Atendendo convite da Andrea, do LEIO O MUNDO ASSIM, vários blogueiros estão participando da blogagem coletiva COISAS DO BRASIL, onde cada um falará a respeito de sua cidade, ou de outra, ou mesmo de sua região, conforme sua escolha. Esta é a minha contribuição.

PARATY / RJ

Paraty é uma das mais belas cidades coloniais brasileiras, considerada Patrimônio Histórico Nacional e em vias de ser reconhecida como Patrimônio Histórico da Humanidade. Está encravada num lugar especial do mapa brasileiro, dentro da Serra do Mar, cercada pela Mata Atlântica, entre Angra dos Reis e Ubatuba.
Preserva até hoje seus inúmeros encantos naturais e arquitetônicos e passear por ela faz com que nos sintamos em outra época. Suas ruas pavimentadas com pedras irregulares, mantêm uma espécie de canaleta central para o escoamento das águas das marés que, periodicamente, as invadem, conferindo-lhe o apelido carinhoso de “Veneza Brasileira”. A irregularidade do piso faz necessário o uso de tênis, sandálias ou calçados muito confortáveis para percorrer a cidade com vagar e tranquilidade, apreciando sua arquitetura ímpar.
Suas igrejas e casarões mostram o estilo da época colonial e várias esquinas ostentam símbolos maçônicos nas quinas dos sobrados. No século XVIII a a maioria das casas paratienses era pintada de branco e ostentava suas portas e janelas pintadas em azul-hortência, da Maçonaria Simbólica. Em Portugal temos Óbidos, cidade maçônica também pintada com as mesmas cores.
O arruamento da cidade apresenta esquinas desencontradas, provavelmente para evitar o vento encanado e melhorar a distribuição do sol pelas casas. Toda ela apresenta diversos detalhes maçônicos, tanto em suas construções, detalhes, enfeites e arruamento, mostrando que foi uma cidade construída e planejada por integrantes da maçonaria, muito forte entre nós na época colonial. Falar sobre toda a simbologia maçônica contida no conjunto arquitetônico seria assunto para ser tratado à parte, já que é relativamente extenso.
Todo o centro histórico é cercado com grossas correntes, devido à proibição de tráfego de veículos.
A construção da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade, foi o marco inicial da cidade que tem 1667 como ano de fundação.
Teve grande importância econômica devido aos mais de 250 engenhos de cana-de-açúcar, tendo seu nome como sinônimo de aguardente de boa qualidade, reverenciado até em marchinha carnavalesca. Depois vieram o ouro e as pedras preciosas escoados diretamente das Minas Gerais e que embarcavam para Portugal em seu porto. As constantes investidas de piratas fizeram com que a rota do ouro fosse mudada e a cidade acabou sofrendo grande isolamento econômico a partir de então.
Apenas na segunda metade do século passado, o bom estado de conservação de seu conjunto arquitetônico e as inúmeras belezas naturais da região fizeram com que começasse a transformar-se num pólo turístico nacional e internacional. Hoje a cidade é conhecida no mundo inteiro e durante todo o ano, ouvem-se os mais diversos idiomas em suas ruas.
Em sua área encontram-se o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçú, onde está a Vila de Trindade, a Reserva da Joatinga, e ainda faz limite com o Parque Estadual da Serra do Mar. Ou seja, é Mata Atlântica por todos os lados.
No centro não existem praias especiais, apenas o cais, hoje adornado por belas embarcações destinadas, em sua maioria, ao turismo e à pesca. Paraty é cercada por belíssimas ilhas, além de praias deliciosas como Paraty-mirim, Trindade, São Gonçalo e outras. A poucos passos do centro histórico temos a tranquilidade da Praia do Pontal e, após vencer o Morro do Forte, encontramos a Praia do Jabaquara, ambas urbanizadas e com quiosques onde se comem deliciosos pratos de frutos do mar e se bebem deliciosas batidas e geladíssimas cervejas.
Se de um lado é cercada pelas praias, do outro tem a proteção da Serra do Mar, com exuberante vegetação, muitos rios e cachoeiras. Os passeios ecológicos fazem parte dos programas prediletos de grande parte dos visitantes. E o clima ameno permite o desenvolvimento de atividades turísticas durante o ano inteiro.
A atual estrada que liga Paraty à cidade de Cunha e ao Vale do Paraíba, fazia parte do antigo Caminho do Ouro, por onde descia o ouro vindo das Minas Gerais e subiam os escravos para lá destinados. Ainda existem, bem conservados, trechos da antiga estrada no meio da mata, que constituem o Sítio Histórico e Ecológico do Caminho do Ouro. Esse caminho foi importante para o escoamento do ouro e escravos (como já foi dito), da cana-de-açúcar da região e, depois, do café do Vale do Paraíba e dos artigos de luxo para os barões do café, até a chegada da estrada de ferro em Barra do Piraí, o que levou a cidade a um novo e longo período de estagnação.
Existem vários eventos locais e turísticos, que também atraem visitantes de todos os lugares. Grupos folclóricos, como os cirandeiros, mantêm as raízes e encantam os visitantes. A Festa do Divino, que neste ano foi comemorada no último dia 10 de maio, é uma das festas de cunho religioso mais importantes do calendário. Outra festa importante é Corpus Christi, com os belíssimos tapetes de serragem colorida, pó de café, folhagens e flores, formando lindos desenhos e por onde passa a procissão, ponto alto da festa.
Em julho acontece a FLIP (Festa Literária Internacional de Parati), evento cultural e literário que recebe grandes escritores brasileiros e estrangeiros. Já está se tornando tradicional na cidade e conhecida internacionalmente. Agosto é o mês do também tradicional Festival da Pinga, além de outros eventos que ocorrem durante o ano todo.
Existem inúmeras pousadas espalhadas pela cidade e à sua volta, desde as mais simples, até as mais charmosas e sofisticadas. Muitos moradores também abrem suas casas alugando quartos para turistas. Ou a casa inteira. São estabelecimentos para todos os gostos e para todos os bolsos. Os restaurantes também, a maioria espalhados pelas ruas do centro histórico, estão preparados para deliciar os mais exigentes paladares, assim como também os existem para todos os tipos de poder aquisitivo. Existe um centro comercial relativamente bom, com artigos de boa qualidade, espalhado pelo centro em pequenas lojas cheias de charme.
Paraty é também um centro de atração para artistas, especialmente pintores, que por ela se espalham, o que faz com que na maioria de suas ruas topemos com ateliês e galerias de arte. Uma dessas galerias dedica-se a expor e comercializar os trabalhos do artista plástico Aécio Sarti, onde trabalho. Estou cuidando do gerenciamento da galeria e do atelier, bem como do agendamento e supervisão da curadoria de diversas exposições em preparação. Serão exposições no Brasil e no exterior.
Toda essa diversidade e riqueza cultural fazem de Paraty palco para filmes de longa e de curta metragem, novelas, minisséries e casos especiais, videoclipes, peças publicitárias e reportagens ecológicas e de turismo. São produções nacionais e internacionais, proporcionando aos moradores e visitantes andarem lado a lado com artistas e personalidades de todas as partes do mundo.

Escrito por ozeca às 20h30
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L E M B R E T E S
Atendendo convite da Andrea, do LEIO O MUNDO ASSIM, vários blogueiros estarão participando da blogagem coletiva COISAS DO BRASIL, que acontecerá dia 16 de maio, onde cada um falará a respeito de sua cidade, ou de outra, ou mesmo de sua região, conforme sua escolha. Caso se interesse em participar (ainda dá tempo), é só visitar o blog para saber mais detalhes e avisar de sua participação. O convite foi feito no dia 09 de abril. Se não, basta acessar a lista de participantes e aumentar seus conhecimentos sobre cidades de todo o Brasil. Eu estarei lá, falando da cidade que me acolhe.

Outras blogagens coletivas que merecem atenção, e que acontecerão nos próximos dias 18 e 25 de maio, servem como alerta em defesa da infância e contra a erotização infantil. Eu atendí ao sempre gentil convite do Luz de Luma, embora não tenha assumido o compromisso da participação direta, devido à minha programação de viagens que tem andado meio pesada nos últimos dias. Mas estou divulgando, por achar importantíssimo nosso engajamento nessa causa.
A iniciativa partiu do Blog Diga Não à Erotização Infantil e da Comunidade Diga Não à Pedofilia.
18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
e
25 de maio é o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas.
Se quiser participar, acesse para obter maiores informações e avisar sua participação. Se puder, também estarei participando.

Escrito por ozeca às 15h55
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Ser Mãe
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração! Ser mãe é ter no alheio lábio que suga, o pedestal do seio, onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.
Ser mãe é ser um anjo que se libra sobre um berço dormindo! É ser anseio, é ser temeridade, é ser receio, é ser força que os males equilibra!
Todo o bem que a mãe goza é bem do filho, espelho em que se mira afortunada, Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!
Ser mãe é andar chorando num sorriso! Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! Ser mãe é padecer num paraíso!
Coelho Neto

Escrito por ozeca às 15h27
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AMIGOS,
Desculpem o sumiço. Tenho andado no meio de um turbilhão com a exposição do pintor que represento, na Villa Riso, no Rio de Janeiro. A inauguração é amanhã, dia 07 e estou coordenando tudo, menos a parte da galeria, que fica por conta da equipe própria.
Se alguém tiver interesse em conhecer o trabalho, sinta-se convidado desde já. Amanhã é a data de abertura, e as obras permanecem expostas até 06 de junho.
Temos também um blog recém-nascido, que está entrando no ar agora, com todos os trabalhos da exposição e muitos outros. o endereço é: http://aeciosarti.blogspot.com.
Logo retomo minhas atividades blogueiras.
Carinho,
Zeca.
Estou felicíssimo hoje ((08/05), pois a abertura da exposição foi um sucesso e agora resta-nos aguardar a colheita dos frutos semeados. Depois, com mais calma, conto melhor como tem sido tudo isso. E ontem, com a exposição, inauguramos também nosso novo site, que ainda deve receber alguns retoques, mas está bem bonitinho. O endereço é: http://www.aeciosarti.com . Dê uma espiadinha pra conhecer um pouquinho do meu trabalho... os quadros são do artista, mas a administração, a organização e a orientação têm o meu dedo.
Até!
Escrito por ozeca às 12h08
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Nas últimas semanas tenho feito algumas pequenas viagens, que têm atrapalhado um pouco as minhas rotinas, prejudicando também a preparação de textos para publicar aqui. Tenho aproveitado alguns momentos de descanso para, em cybercafés, visitar blogues amigos. Mas logo termino essa via sacra e volto à minha tranqüilidade. Por enquanto, para não espaçar muito as atualizações destas janelas, aproveito alguns contos dos quais gosto, para republicá-los. Alguns (poucos) já os leram. Outros ainda não.
Visões Mitológicas
Não resistindo ao chamado de Eurídice, que havia acabado de resgatar do inferno, Orfeu olhou para trás e perdeu-a para sempre.
José vivia sem olhar para trás, para que as dores não se perpetuassem e as feridas cicatrizassem. Não queria perder o que restava do seu amor. Guardava no coração a imagem de Maria, suas noites de amor, seus gemidos de prazer, a maciez do toque de suas mãos, o calor provocado por seu olhar. Sabia que suas vidas haviam evoluído como passos de tango, onde ela se deixara seduzir pelos seus braços potentes, que a dobravam e a desnudavam. Fazendo-a deslizar, pernas unidas, sexos clamando por satisfação, a sensualidade à flor da pele. Suas mãos a tocavam como se seu corpo fosse um instrumento de cordas, delicada e decididamente. Faziam-na vibrar, delirar de prazer como música tocada com o coração. E ele tocou suas vidas assim, como músico boêmio, sedento de prazeres, de emoções.
Um dia, não a encontrou à sua espera, à sua disposição.
Percorreu como louco, ruas, praças, becos, bares, boates, infernos. Fez de tudo um pouco, sem poupar esforços nessa busca que se perpetuava enquanto o tempo, inexorável, corria frenético. Até que a encontrou. Amasiada a um cafetão, sustentando-o e aos seus vícios todos. Tentou convencê-la, negociou, tentou até mesmo comprá-la, mas de nada adiantou. A cada conversa, a cada acusação ou jura de amor eterno, ouvia que não devia olhar para trás, que devia seguir sua vida e deixá-la se consolando com seus próprios demônios.
Resignado, voltou ao seu mundo, à sua vida também repleta de demônios, outros, que não lhe permitiam um sono tranqüilo. Continuava tocando à noite e arrebanhando seguidoras que com ele queriam formar nova dupla de tango. Mas nenhuma lhe servia. Apenas Maria, cujo gosto não conseguia esquecer. Seu cheiro impregnado em seu corpo o perseguia, suas curvas, tantas vezes moldadas por suas mãos não o deixavam em paz. Já não sabia mais a distinção entre convicção e esperança. Sabia apenas que a queria de volta. Vivia no centro de um pesadelo e tentava reinventá-lo, com sua amada em seus braços, entre suas pernas, sob seu corpo. Sabia que apenas sua lembrança a mantinha viva em seu coração.
Num clarão luminoso, viu-a descendo delicadamente, vinda diretamente do céu, com asas de anjo. Sentindo-se o mais venturoso dos mortais, sorriu e levantou os braços para ampará-la, apertá-la de enco | | |